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Mad Old Lady: Lançamento de “Power of Warrior”, entrevista e release do álbum


                                           Crédito: Vinicius Campos


A banda Mad Old Lady está lançando uma releitura do álbum Viking Soul, de 2013.
Intitulado  “Power of Warrior”, foi gravado na Dinamarca, no Jailhouse Studios, com Tommy Hansen, que é o responsável pela produção dos principais álbuns da banda Helloween.

O  disco, foi concebido na mistura de aparelhagem digital de ponta, gravações em disco rígido com o sistema Pro Tools HD3 Accel 96, com o bom e velho gravador de fita de rolo e 24canais, equipamento consagrado há décadas pelas bandas que hoje são chamadas de classic rock.


                                                       Capa: Eric Philippe


O vocalista Eduardo Parras concedeu ao Rock na Mochila, uma entrevista por email, sobre o novo álbum.
Leia na íntegra:

Como foi o processo de criação desse novo álbum? Cada integrante colaborou com uma parte ?
BOA TARDE TUDO BEM PATRICIA ?
ESTE ALBUM É  UMA RELEITURA DO ANTERIOR VIKING SOUL . COMO NÃO FORAM OS MESMOS MÚSICOS TODOS ELES TIVERAM QUE CONTRIBUIR E MUITO EM CADA MUSICA , ACHO QUE FICOU LEGAL !!!

- Quais as influências ? 
GOSTAMOS DO ROCK E HEAVY METAL CLÁSSICO DOS ANOS 80 . FALO DE DIO , BLACK SABBATH , IRON , UFO , URIAH HEEP E ASSIM VAI...

- Qual a mensagem principal nas letras? 
FALAMOS MUITO DE COMPORTAMENTO  , LETRAS QUE TE FAZEM PENSAR , COM IDEAIS UNIVERSAIS SIMPLES , MUITAS VEZES MOTIVACIONAIS .

- Pq a escolha e como foi trabalhar com Tommy Hansen ? 
O FERNANDO GIOVANNETTI NOSSO BAIXISTA,  JÁ TINHA FEITO UM TRABALHO ANTERIOR COM ELE , SUGERIU E OBVIO O CURRICULUM DO TOMMY COM O HALLOWEN FOI DECISIVO NA ESCOLHA .

- Como vcs definem esse álbum, com a nova formação da banda,  em relação aos anteriores? 
HOJE,  EU DIRIA QUE A BANDA É MUITO MAIS TÉCNICA , E MAIS HEAVY METAL NA CONCEPÇÃO DA PALAVRA , TALVEZ MAIS COERENTE NA SUA PROPOSTA TAMBÉM .

- Algum convidado especial teve participação?
 NÃO LEMBRO O NOME AGORA DOS DOIS VOCALISTAS QUE FIZERAM OS BACK VOCALS , MUITO BONS POR SINAL , FAREMOS UM AGRADECIMENTO ESPECIAL A ELES .

- A banda já tem datas de apresentações? 
NÃO TEMOS DATAS DEFINIDAS , ESTAMOS NA FASE DE DEIXAR CONTRATOS COM GRAVADORAS E TALVEZ DISTRIBUIDORAS , LOGO EM SEGUIDA EM MARÇO TEREMOS UMA AGENDA DEFINIDA .



Release de “Power of Warrior”  
por Thales de Menezes:

O lançamento do álbum celebra a atual formação da banda. Parras tem a seu lado o baterista GUGA BENTO, o baixista FERNANDO GIOVANNETTI, o tecladista RAFAEL AGOSTINO e os guitarristas TIAGO DE MOURA e TIMO KAARKOSKI, finlandês há tempos no Brasil.

O que se ouve é uma jornada por cenas de combate, orgulho guerreiro e atmosferas de contos medievais nas letras de Parras, em inglês fluente. Emoldurando sua voz grave nas dez músicas do álbum, peças instrumentais se alternam entre faixas mais aceleradas e outras um pouco mais lentas, envolventes.
Mesmo quando a banda se dedica a gravar uma balada, como “My Heart”, Parras segue sua profissão de fé na figura heroica. A letra fala de um guerreiro que se vê
sozinho e recorda o gosto dos lábios da amada distante. Com certeza será sempre um dos grandes momentos nos shows da Mad Old Lady.

A música que dá nome ao álbum nasceu com feições de clássico instantâneo. Uma linha melódica delicada acompanha por alguns instantes uma bateria marcial, como um chamado de guerra, seguida por um coral suntuoso. Então as guitarras entram enfurecidas, e a voz de Parras conclama: “Noites feitas para guerrear/ se você acredita em mim/ minha alma está gritando por você/ estou aqui”.
O tom épico está sempre presente, em músicas com introduções que fisgam o fã de metal nos primeiros acordes. “Prison” começa aos poucos, com cada instrumento entrando como uma nova camada sonora, até formar um hino encorpado de metal. “Far Away” abre com uma linha de baixo matadora de Giovannetti, para depois os outros atacarem pesado. E ouvir “Too Blind to See” é sentir como a bateria de Guga Bento parece um cavalo galopando alucinado.

A Mad Old Lady não cai na mesmice de tantas outras bandas pesadas, que usam os 
teclados apenas para introduzir momentos mais suaves no meio da pauleira. 
Rafael Agostino sabe muito bem como entrelaçar seus teclados entre os riffs velozes e furiosos de Tiago e Kaarkoski. 
Jon Lord gostaria de ouvir este disco.

“Power of Warrior” é mais do que a amostra de uma ótima banda pesada. É uma declaração de intenções de um grupo que vem para conquistar seguidores. Como Eduardo Parras canta em “Viking Soul”: “Nós lutaremos o tempo todo, não me pergunte a razão”.