Recents in Beach

header ads

Monsters of Rock em São Paulo : Resenha do primeiro dia, 25-Abril.


Posso afirmar que o evento foi no final bem sucedido.
Logicamente não agradou a todos, houveram uns contratempos, algumas falhas na organização, mas nada que acarretasse algum problema maior.


Sábado:
~ De La Tierra, Primal Fear, Coal Chamber, Rival Sons, Black Veil Brides, Jam com integrantes do Motorhead e Sepultura, Judas Priest e Ozzy Osbourne ~




De La Tierra, com seu metal portunhol, abriu a edição que comemora 30 anos de Monsters no Brasil, e foram bem aceitos pelo público que já marcava presença, sem se importar com o sol do meio dia.
Era de se esperar, afinal de contas, todo projeto que conta com a presença de Andréas Kisser é sempre aclamado pelos fãs. 
A banda que também conta com Andrés Giménez (ex-A.N.I.M.A.L.) no vocal e guitarra, Sr. Flavio (Los Fabulosos Cadillacs) no baixo e  Alejandro González (Maná) na batera, trouxe as canções do álbum lançado em 2014, intitulado De La Tierra e ainda o cover de Polícia, cantado por Kisser.

Primal Fear, da Alemanha entrou no palco às 13h fez um show digno e ainda recebeu aplausos voltados para o Aquiles Priestes (Hangar, Angra), que assumiu a bateria da banda, desde o ano passado.

Coal Chamber, banda de nu metal agradou tanto no set list como na simpatia do vocalista Dez Fafara, que interagiu  direto com o público - após um hiato de 10 anos,  ele também anunciou o lançamento de um álbum para breve.

Rival Sons  mesclou blues com a psicodelia dos anos 70 e alguns riffs pesados, fez um som bem diferente das bandas anteriores e mesmo assim foi bem recebido pelo público. 

O que infelizmente não aconteceu com a atração seguinte....

... Black Veil Brides, que traz no som uma mistura de glam metal com hardrock e heavy, levantou vaias, gestos obscenos e o coro "Motörhead, Motörhead"...!!
O vocalista ainda tentou inutilmente se desculpar, "Sei que vocês não estão aqui necessariamente para nos ver, mas obrigado mesmo assim” ....  “Também gosto de Motörhead, não sei pq vocês estão gritando comigo…”
 O que acabou em seguida gerando polêmicas nas redes sociais, sobre a má educação e desrespeito dos fãs brasileiros.
Aliás, diga-se de passagem, mais polêmicas do que a noticia de última hora do "cancelamento" da apresentação de Lemmy Kilmister.

A informação era de que o vocalista passava mal devido a uma intoxicação alimentar, e para compensar os fãs, foi feita uma jam session entre os integrantes do  Motörhead com o Sepultura
Phil Campbell (guitarra) e Mikkey Dee (bateria), se apresentaram ao lado de Derrick Green, Andreas Kisser e Paulo Xistos. 
As canções escolhidas, “Orgasmatron”, “Ace Of Spades” e “Overkill” fizeram a platéia pular, desejar "Melhoras ao Lemmy" e aguardar um dos headliners mais esperado do dia.

Judas Priest já entrou no palco com um "presente" aos fãs - A apresentação teve 20min a mais para compensar a ausência de Motörhead.
Realmente Rob Halford, Glenn Tipton Richie Faulkner Ian Hill Scott Travis agitaram o público com vários hits históricos sem deixar de fora o novo trabalho da banda, “Redeemer Of Souls”, de 2014. 
Ainda destacamos o entrosamento de Faulkner.  que carismático, passou o tempo inteiro acenando, apontando e sorrindo, para os fãs. O músico, que entrou no lugar K.K.Downing,em 2011 fez seu trabalho muito bem.

Para finalizar com chave de ouro, o momento mais esperado do Festival.
O Príncipe das Trevas entrou em cena ao som de Bark at The Moon, seguido de Mr. Crowley e I Don´t Know, que por si só foi suficiente para enlouquecer os presentes. Mas não parou por aí, pois o set veio recheado de hits, todos não apenas cantados, como também agitados pelo próprio Ozzy
Com 66 anos o "tiozão" mostrou estar em plena forma, correndo o palco todo, balançando a cabeça, pulando, batendo palmas por toda a apresentação.
Como de costume, ele também  jogou diversas vezes jatos de extintor na galera, e como um garoto brincalhão, também fez de alvo as câmeras dos fotógrafos presentes.
Gus G. (guitarra), Rob Blasko (baixo) , Adam Wakeman (teclado), e Tommy Clufetos (bateria), que acompanham Ozzy também estavam entrosados e contribuíram para fazer desse mais um show histórico em sua carreira.
Crazy Train parecia ter fechado a noite, mas para surpresa, Ozzy retorna aos palcos e solta Paranoid, encerrando oficialmente o primeiro dia do Festival.


Assista a retrospectiva do primeiro dia:




Fotos do evento já estão disponíveis na
FANPAGE