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40º Tanabata Matsuri / Festival das Estrelas



Dia 28 e 29 de Julho tivemos a 40ª edição do Tanabata Matsuri, ou Festival das Estrelas,  no bairro da Liberdade em São Paulo.

Estive de rolê por lá no Sábado e fiz algumas imagens para vocês.

O festival é sempre lotado - esse é o meu 3º, os bambus ficam repletos de pedidos coloridos e a gente sente toda gratidão e esperança no ar perto deles. Temos Taiko, Shows, Danças, apresentação de ginástica.

Claro que não faltam comidas orientais e as lojas permanecem abertas os dois dias. 

Clique no vídeo abaixo, deixe um comentário e compartilhe com o s amigos que não puderam participar da festa mas gostam da cultura nipônica.





Mas você sabe como surgiu o festival?

Há muito tempo, de acordo com uma antiga lenda, morava próximo da Via-Láctea uma linda princesa chamada Orihime (織姫) a "Princesa Tecelã".

Certo dia Tentei (天帝) o "Senhor Celestial", pai da moça, apresentou-lhe um jovem e belo rapaz, Kengyu (牽牛) o "Pastor do Gado" (também nomeado Hikoboshi), acreditando que este fosse o par ideal para ela.

Os dois se apaixonaram fulminantemente. A partir de então, a vida de ambos girava apenas em torno do belo romance, deixando de lado suas tarefas e obrigações diárias.

Indignado com a falta de responsabilidade do jovem casal, o pai de Orihime decidiu separar os dois, obrigando-os a morar em lados opostos da Via-Láctea.

A separação trouxe muito sofrimento e tristeza para Orihime. Sentindo o pesar de sua filha, seu pai resolveu permitir que o jovem casal se encontrasse, porém somente uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar, desde que cumprissem sua ordem de atender todos os pedidos vindos da Terra nesta data.
 As pessoas colocam seus desejos no Tanzaku (tira de papel colorido), que depois são pendurados em ramos de bambu, na esperança de que o desejo se torne realidade.
Cada cor tem um significado: 
+ amarelo (dinheiro)
+ verde (esperança)
+ vermelho (gratidão)
+ rosa (amor)
+ azul (proteção dos céus). 


No final da festa, os papéis são queimados para que os desejos cheguem ao céu, e assim, Orihime e Kengyu possam receber e realizar os pedidos.

Acredita-se também que, se no dia do reencontro estiver chovendo, Orihime e Hikoboshi não conseguem atravessar a Via Láctea (rio Amanogawa). Logo, o encontro só poderá acontecer no ano seguinte.

Na mitologia japonesa, este casal é representada por estrelas situadas em lados opostos da galáxia, que realmente só são vistas juntas uma vez por ano: Vega (Orihime) e Altair (Kengyu).